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.:História:.
Terça-feira, Agosto 21, 2007
Minha nova casa!! Venha me visitar!!
Declarado por Jewel @ 13:19 *

Sexta-feira, Agosto 26, 2005
Eles se conheceram há mais de 20 anos. Ele já fazia dinheiro desde aquela época. Reproduzia como ninguém as notas de cruzeiro, depois as de cruzado, as de cruzado novo e assim por diante. Mudava o dinheiro, mas ele aprendia rapidinho. Ela era doméstica.
Não durou muito o namorico porque ele vivia fugindo de polícia. Depois, com a profissionalização da coisa, acabou sendo requisitado em outros estados e sumiu no mapa. Ela se casou, teve filhos, enviuvou. Bala perdida.
Em 1996, uma amiga a levou pra conhecer um amigo, presidiário lá em Taboão da Serra. E não é que era ele?? Coisa de louco como essa vida dá voltas e acaba parando no mesmo lugar.
Ela começou a visitá-lo todos os finais-de-semana. Passava domingos inteiros aos beijos e abraços apaixonados. Às vezes levava os filhos, mas na maioria, ia só. Muito religiosa, converteu o amado para o Evangelismo. Jesus salva! Sempre.
Alguns meses depois, ele conseguiu o semi-aberto. Podia passar os dias fora, procurar um emprego e assim o fez. Conseguiu justo no que ele melhor sabia fazer: dinheiro.
Um dia, marcou com a amada em um shopping, num banco em frente à praça de alimentação. Ela chegou cedo e se sentou. Só saiu quando o segurança disse que ela tinha que sair porque o shopping estava fechando.
Ele nunca mais deu notícia. Deixou ela no escuro, perdida, agarrada em Jesus. Tentou se matar e só não o fez pelos filhos.
Quatro anos se passaram e uma carta vinda de um presídio em Piracicaba, cheia de corações desenhados no envelope, chega em suas mãos. Era ele! Explicava que no dia do shopping, ele teve que fugir e não conseguiu mais dar notícias. Não havia um orelhão sequer em nenhum dos lugares por onde havia passado. Correio também faltava.
Ela, compreensiva, entendeu. E acreditou nas palavras "durante este tempo todo eu só pensei em você" que complementavam as "jamais deixei de te amar" e "quer casar comigo quando eu sair daqui".
Estão noivos. Ele sai em semi-aberto mês que vem. Disse que se arrependeu muito de tudo o que fez. Prometeu que nunca mais vai fazer dinheiro. Quer um emprego honesto, se casar e ser feliz junto da amada.
Eu, naquela fila dos Correios, vendo todas aquelas cartas e cartas cheias de desenhos de corações entrelaçados com os dizeres "Eu" e "Você", só torcia pra que a situação do país melhorasse. Se já está difícil arrumar emprego pra quem tem estudo, imagina pra alguém com um currículo como o dele?
Espero que Jesus possa realmente salvá-lo.
Amén.
Declarado por Jewel @ 14:27 *

Quinta-feira, Abril 14, 2005
"O amor tem razões que a própria razão desconhece..."
Eles não tinham absolutamente nada em comum.
Conheceram-se por entre as gôndolas de pães num supermercado. Ela averiguava a marca mais barata de pão integral. Ele comparava o tamanho dos croissants dentro dos pacotes ermerticamente fechados; queria os que fossem mais gordinhos.
Trocaram levantadas de sobrancelhas e sorrisos.
O que chamou a atenção dela foi o fato dele estar fazendo compras sozinho. Achou aquela atitude moderna, independente, como ela. O que chamou a atenção dele foram as tatuagens dela em lugares estratégicos que, hora ficavam expostas, hora se escondiam, como ele.
Ele era todo engomadinho. Usava camisa polo, calça cáqui e sapato de sola de bolinhas. Ela era toda radical. Usava roupas pretas, bota de couro e uma maquiagem propositadamente forte ao redor dos olhos.
A cada duas semanas se encontravam "sem querer" por entre as gôndolas de pães. A cada encontro, um progresso; um "Oi" de boca, não mais de sobrancelha, um "Tudo bem?" além da mostra de dentes. Um dia, em frente ao refrigerador de margarina, ele decidiu que era chegada a hora de perguntar se a light tinha gosto de alguma coisa. Ela soltou uma gargalhada daquelas que só ela sabia soltar e disse que pra ela, aquela margarina tinha gosto de saudável, ao contrário da latinha de manteiga aviação que ele levava dentro do carrinho dele.
Calorias e informações nutricionais mais tarde, descobriram que não tinham absolutamente nada em comum.
Ela gostava de salada, ele odiava verduras. Ela era vegetariana, ele um devorador voraz de carne vermelha (de preferência mugindo). Ela gostava de rock, ele de forró. Ela só usava preto, ele odiava preto. Ela amava cantar, ele adorava dançar. Ela estudava português, ele preferia matemática. Ela sonhava em ir pra Londres, ele pra Nova York. Ela bebia tequila, ele vinho branco e olhe lá.
Um dia, conversando no estacionamento se beijaram, do nada, assim, como se fossem marido e mulher há anos.
Hoje, eles continuam não tendo absolutamente nada em comum. A não ser o enorme amor que sentem um pelo outro.
Declarado por Jewel @ 13:17 *

Segunda-feira, Março 21, 2005
Eles se conheceram através de um amigo. Ela, desenganada, não costumava sair de casa. Tinha apenas 6 meses de vida por conta de uma doença no coração. As chances dela conseguir um coração compatível era praticamente nula devido ao seu tipo sangüíneo raro. Ele, esportista, estava desenganado do amor. Cansado de mulheres interesseiras, havia desistido de encontrar alguém que gostasse dele por ele.
Um dia, numa festinha em um pub, destes tipo irlandês, eles foram apresentados. Apesar de ter achado a idéia meio maluca, ela pensou que talvez fosse hora de sair por aí, beber umas cervejas e viver, enquanto era tempo. Ele, por sua vez, foi afogar as mágoas e dar umas risadas com os amigos.
Quando as mãos se deram num como vai tímido, os olhares se encontraram e o sorriso fácil veio à boca. Conversaram animadamente até ela se lembrar de sua "condição". Pediu desculpas e saiu correndo, sem se despedir nem dar explicação. Não queria se apaixonar, logo agora que era chegada a hora de partir.
Mas o amigo, persistente, insistiu num segundo encontro. Desta vez, só os dois. Disse que ele tinha certeza de que ambos haviam nascido um pro outro.
Ele disse que não ia, porque achava que tinha algo de errado com ele pela forma com que ela o deixou plantado no bar outro dia. Disse que não levava jeito com as mulheres e decidiu que era chegada a hora de ser um bon vivant. Ela xingou o amigo e disse para ele desistir desta idéia de Cupido, porque a ela restava somente pouco tempo.
Na noite seguinte, estavam jantando. Ela foi pra desculpar-se. Ele, porque o amigo muito lhe encheu. Ficaram calados por um tempo, enquanto davam as primeiras garfadas. De repente, ela perguntou o que havia sobre o criado-mudo dele. Foi a pergunta que disparou um papo gostoso, como se eles se conhecessem há anos! Terminaram a noite em uma destas casas de fliperama.
Brincaram como crianças, esqueceram suas agruras, riram muito e fecharam a noite com um beijo doce. Ele diz que o coração dele será pra sempre dela, beija a ternamente e se vai, feliz da vida por ter encontrado um amor.
Amanhece e o sol traz a trágica notícia de que um acidente muito grave tirara a vida do atleta. Ela, revoltada, passa por cima como se nada nunca tivesse acontecido, como se ele tivesse sido uma ilusão de ótica, tipo mágica de fogo que vira um monte de papel picado.
O amigo em comum vai lá para consolá-la e ela o recebe com frieza e diz que não foi nada, que não o conhecia e que ele estava errado em iludí-la com o amor que há tempos, ela havia abandonado.
E no dia seguinte, ela é levada às pressas para o hospital. Já prestes a entrar na sala de cirurgia, o amigo chega correndo. Ela olha para ele e diz que haviam achado um doador perfeito para ela...
E foi assim que o coração dele foi dela para sempre.
PS: Este causo é fictício, ví num seriado americano, mas achei a história tão linda que tive que botar aqui!
Declarado por Jewel @ 17:04 *

Terça-feira, Março 01, 2005
"Vai vai vai começar a brincadeira
Tem charango tocando a noite inteira
Vem, vem, vem ver um circo de verdade
Tem, tem, tem brincadeira e qualidade..."
Era tudo muito colorido, vibrante. Enquanto algumas crianças pulavam na cama elástica, outras mergulhavam na piscina de bolinhas. Tinha palhaço, poodle dançante, pipoca, refrigerante. Algodão doce de todas as cores, maçã-do-amor pra todas as dores.
Menos pra dela.
E enquanto ela se mostrava forte, ouvindo gargalhadas dos pequenos, lembrou que o dela não estava lá.
Tirou o retratinho dele, que era a cara do pai. Estava todo entubado. Pequenininho, cabia na palma da mão. Gigante, lutava pela vida há 48 dias. Nascido prematuro, aos 6 meses de gestação, ele sorria.
Os olhos brilhavam vida.
E lá ela me mostrou o retratinho do grande amor da vida dela. Deixou uma lágrima escorregar, meio que sem querer, meio que precisando. Apertou os lábios, levou a foto junto ao peito e disse que não via a hora de poder sentir o seu amor nos braços.
Dizem que amor de mãe é o maior de todos. Dizem que uma mãe, quando vê o filho em perigo arranja forças que ninguém sabe de onde vem.
Chegou a hora do Parabéns. Bolo em forma de palhaço, docinhos, cantoria. Era o 1º aninho de Mariana que demorou pra vir, mas quando veio foi uma explosão só de alegria.
Outra lagriminha escorreu. Peguei na mão dela e disse "Daqui a pouco é o seu!"
E é com o maior orgulho, senhoras e senhores, que neste final de semana finalmente poderei ver o sorriso forte de um grande vencedor, numa festa igual aquela, com gargalhadas e cheia de amor! : )
"Vai vai vai terminar a brincadeira
Que a charanga já tocou a noite inteira
Morre o circo renasce na lembrança
Foi-se embora e eu ainda era criança..."
Declarado por Jewel @ 20:29 *

Segunda-feira, Fevereiro 14, 2005
Hoje é o Dia de São Valetim. O causo dele é lindo! Ele era um padre que foi preso porque celebrava casamentos às escondidas, pois um imperador havia proibido o matrimônio por achar que os homens solteiros eram melhores soldados. Quando o padre Valetim foi descoberto, o imperador mandou prendê-lo e ele acabou decapitado. Enquanto ele esteve preso, se apaixonou perdidamente pela filha do carcereiro que era cega e, no dia de sua morte, 14 de fevereiro, ela milagrosamente recuperou a visão. Este foi o milagre que fez do padre casamenteiro um santo e um apaixonado.
Hoje em dia, ele é o santo do amor. Eu adoro o Valentine´s Day que, apesar de não ser comemorado aqui, lá fora é um dia sagrado. É um dia em que não somente é celebrado o amor entre os casais, mas o amor por sí. Manda-se cartão e dá-se presente pra pai, mãe, filho, filha, amigo, amiga, avô, avó, irmão, irmã... Todo mundo deseja muito amor pra todo mundo!
Então, aproveitando a deixa, eu queria desejar à todos vocês que estão lendo isso aqui, muito amor!! Que ele impere sempre em sua vida, porque é ele o sentimento mais importante. O amor tem que ser próprio e pelo próximo. Sempre. É ele que tem que imperar na hora de sorrir pra uma criança de rua, pra um velhinho saindo da farmácia, pra um cachorro vira-lata, pra mim e pra você. Mas tem que ser um amor verdadeiro e não um falso amor. Tem que ter força e significado, senão é hipocrisia.
Se pelo menos 1 dia do ano as pessoas realmente limpassem suas mentes de qualquer mal e sofrimento, com certeza o mundo seria um lugar bem melhor pra se viver, não? E como na história do incêndio na floresta, eu vou ser um passarinho que leva, de gota em gota, um pouquinho de água pra fazer a sua parte.
Declarado por Jewel @ 18:04 *

Quinta-feira, Fevereiro 03, 2005
Fazia algum tempo que vinham se olhando. Todos os dias eles ficavam alí esperando o Vila Gomes passar. Pegavam o mesmo ônibus pra ir pra casa. Ela descia três pontos antes e várias vezes ele pensou em seguí-la, para ver onde ela morava.
Não, ele não era um psicopata. Só queria o endereço para lhe mandar flores e, quem sabe um dia, fazer uma serenata.
Ela era linda. Parecia uma boneca daquelas Susie, de cabelos castanhos e olhos grandes e azuis. Ele adorava quando ela usava blusa rosa, calça jeans e All Star. Às vezes ela prendia a franja com uma presilhinha e ficava parecendo uma princesa. As sardas no rosto e os aparelhos nos dentes deixavam ela ainda mais cheia de graça.
Ele era molecão. Mochila nas costas, calça jeans rasgada, cabelo sem corte e walkman. Não tinha o costume de usar os óculos fora da sala de aula, mas fazia questão de colocá-los no ponto, pra poder observar melhor cada detalhe dela.
Um dia, após várias trocas de olhares e sorrisos, ele decidiu se sentar ao lado dela. Que coragem, meu Deus! Tímido de doer, o mais perto que havia chegado era do banco de trás - assim podia tocar nos fios de cabelo que escapavam no gingado do ônibus.
Ela sentou-se primeiro, próximo à janela. Ele veio atrás e hesitou por alguns segundos. Corado e suando frio, pediu licença e se sentou. Nossa!! Ele mal podia acreditar que estava alí! Rezou pro ônibus chacoalhar bastante pra que a perna dele pudesse encostar na dela "sem querer" e ele pudesse sentir aquele perfume suave que exalava toda vez que ela se inclinava de um lado pro outro quando passavam por uma valeta.
Por um momento fechou os olhos. Queria imaginar o que ela estaria fazendo com o rosto, já que não tinha coragem de virar-se para olhá-la. Quando encheu seus pulmões num suspiro profundo ouviu uma voz doce dizendo "Você sempre pega o mesmo ônibus que eu, né?"
Pensou que estivesse sonhando e sentiu medo em abrir os olhos. Talvez tivesse imaginado o que ouviu.
"Ei! Você está dormindo?" a voz indagou. No susto, abriu os olhos e um sorriso. "Não! Me desculpe, estava distraído!"
Aquela foi a primeira troca de palavras que tiveram.
Todos os dias, se esperavam no ponto. Ele contava as horas pra aula acabar e assim, poder encontrá-la. Torcia para o ônibus demorar a chegar, para poder ter mais tempo ao lado dela. Fazia questão de carregar os livros pra ela.
Ela achava aquilo tudo lindo. Nunca havia conhecido um garoto tão educado. Um verdadeiro "gentleman", como diria sua avó.
Semanas depois, pegaram um ônibus lotado. O anterior havia quebrado e todo mundo teve que se espremer no próximo que chegou. Conversavam olho-no-olho quando uma brecada a fez cair literalmente em seus braços! Quando ela olhou pra cima pra pedir desculpas ele se aproximou, esperando que ela fizesse o mesmo.
Parecia que não havia mais ninguém alí, além deles. Ouviu fogos-de-artifício e uma música romântica ao fundo. O balanço do ônibus embalava seus corpos como se estivessem dançando juntinhos. O beijo tinha sabor Halls de cereja e era tão bom!
Ficaram minutos grudados e nem perceberam que haviam assentos vazios. Desceram juntos no ponto dela e foram caminhando de mãos dadas. De vez em quando davam uma parada no meio do caminho pra que seus lábios matassem saudades.
Por anos seguiram assim.
Hoje, eles não pegam mais o Vila Gomes. E ele não tem que se despedir dela no portão. É ele quem a busca no trabalho à tardinha, depois de pegar as crianças na escola.
Declarado por Jewel @ 18:05 *

Segunda-feira, Janeiro 31, 2005
HOMENAGEM
Hoje quero prestar homenagem a um poeta e a um artista. O desenho foi feito pelo meu amigo Moidsch, queridíssimo, que mora no Rio. Quem quiser conferir o trabalho dele é só clicar na figurinha; é de encher os olhos e a alma. Já o poema foi escrito por um de meus poetas favoritos, o Adolfo Colen. Ele escreve de uma forma tão sutil, porém de uma intensidade assombrosa. Eu sou apaixonada pelas palavras dele e quem quiser ler mais, só entrar lá no Cardiotopia.
Re-Conto
"Menina, eles não sabem o que passa em nossa casa, quando a última janela se apaga e a luz e a noite desistem de lutar, quando as cortinas se tornam límpidas como ondas pequenas e tímidas tremulando no fundo do mar, peixes-estrela e cometas-enguia brincando sob uma via láctea que do centro não consegue se enxergar.
É que meu abraço te busca no espaço entre o sonho e a vigília, naquele espaço de tempo em que tudo conta mas nada limita a nossa própria percepção, o tempo se desdobrando sobre si mesmo, entre nosso primeiro encontro e o nosso próprio descobrimento, o momento agora indefinido entre os simulacros de decoro e nosso primeiro e interminável beijo.
Se algo nessa vida se aprende, é que uma coisa boa nunca termina realmente, pelo menos em nossas lembranças, como uma luz estroboscópica que prolonga indefinidamente a nossa dança nos deixando tontos a girar, todo o nosso carinho ressaltando a semelhança entre nossas presentes esperanças e o simples ato de relembrar.
Porque menina, a história de um amor se reinventa todo dia no ato de contar, sejam as passagens mais ínfimas ou um capítulo inteiro sobre a arte de beijar.
Algo sempre começa a se firmar, quando um beijo deixa de ser de encontro ou despedida, e se torna simplesmente uma forma permanente e repartida de se continuar.
E mais uma vez vou lhe contar... "
Declarado por Jewel @ 12:49 *

Quarta-feira, Janeiro 26, 2005
Quando é que você sabe que tá amando alguém?
Declarado por Jewel @ 17:28 *

Quarta-feira, Janeiro 12, 2005
Se estar apaixonado deixa a gente nas alturas, este casal estará sempre apaixonado. Ela, 1,82m (sem salto!!). Ele, 1,95m. Morena e magra, ela trabalha com arquitetura, dá aulas de marketing e é apresentadora de um programa de TV a cabo nas horas vagas. Do tipo gringo que fica vermelho quando toma sol, ele, loiro, dá aulas de informática numa faculdade particular.
Se conheceram na Faculdade, em 1996. Ela fazia Engenharia de Alimentos e ele, Engenharia Elétrica. Com aquela altura toda, impossível não serem notados. E eles se notaram rapidinho num intervalo entre aulas. Desde então, passaram a ser notados juntos.
Quando se namora por 9 anos consecutivos, o relacionamento começa a esfriar. E quando a pressão pelo casamento começa a bater, os homens geralmente entram em crise. Com ele, não poderia ser diferente. Entrou em pânico e começou a pensar que ela havia sido a única durante todo este tempo...
Um dia, ele chegou para ela e disse que queria um tempo. Não sabia se ela era a mulher da vida dele ou se estava acomodado com a relação. Ele precisava tirar a prova dos 9, literalmente.
Ela chorou muito, surtou, fez greve de fome. Ficou assim por uma semana, até que resolveu seguir adiante, sair com as amigas, conhecer gente nova, voltar a ser notada sozinha. Mas apesar da curtição, manteve-se fiel à espera de uma resposta que só o tempo poderia trazer.
Ele teve um affair com uma mulher do trabalho. No começo estava todo empolgado. Mais vaidoso, mudou o visual. Estava curtindo a vida de solteiro, não fosse a falta dela pra contar as novidades. E um mês foi o suficiente para ele ter certeza do que queria.
Voltou atrás correndo e pediu a mão dela em casamento. Ele tinha certeza de que ela era o par ideal, a outra metade da maçã, alma gêmea, a mulher da sua vida.
Em maio, mês das noivas, eles subirão ao altar. O padre já fez a solicitação do banquinho...
Declarado por Jewel @ 12:01 *

Segunda-feira, Janeiro 03, 2005
1982, último dia de Carnaval. Todos pulavam freneticamente, dando voltinhas pelo salão. Casais de mãos dadas infestando os cabelos de confete e serpentina. Num canto, ela. Pequenininha, mas de um brilho no olhar tão imenso, que nem as melhores abelhas poderiam produzir um mel igual. Os cachinhos despencavam por sobre os ombros e as lágrimas também. Estava triste e o samba enredo falhava em abrir-lhe o sorriso. Seu ex-namoradinho brincava com outra.
Dando voltas pelo salão, puxado por um trenzinho, estava um moleque. Devia ter por volta dos seus 15 anos, mas já era encorpado. Passou uma, duas, três vezes por ela, até que ela o puxou. Havia um rapaz a importunando e ela queria fingir que estava acompanhada.
Brincaram a noite toda e saíram por último do baile, com o sol de Manaus raiando. Passava das 5 da manhã. Na hora da despedida, ele roubou um selinho dos lábios de boneca dela, disse o número de telefone e partiu.
Ela nunca mais esqueceu.
Um ano mais tarde, ela passeava com amigas pela praça, quando o viu novamente. Lembrava do nome dele. E do número do telefone também. Foi lá puxar papo e acabou saindo com um namorado.
Namoraram por um ano, quando a família dele resolveu ir embora pra Santa Catarina. Ela, em busca de novas aventuras, decidiu que ia pro Rio. Arrumou lugar pra morar, escola pra estudar e quando estava quase com o pé no degrau do ônibus, o pai dele a convidou pra ir embora com eles. E ela foi.
Ela e seu sogro começaram a trabalhar junto. A empolgação em ver os negócios dando certo, deixou a sogra mortinha de ciúmes. Passou por maus bocados, que não valem a pena serem relembrados aqui. Só posso dizer que foi expulsa com seu filho recém nascido, sem dinheiro nem documento. Passou fome, mas anjos são pessoas que aparecem do nada pra nos salvar quando estamos no fundo do poço. E ela teve a presença de vários.
Aqueles foram os primeiros dias difíceis da vida dela... Os primeiros de vários que ela enfrentou sem nunca abaixar a cabeça. Conseguiu comunicar-se com o pai de seu filho e ele foi ao encontro dela. Sorte a dele ter descoberto as falcatruas de seus pais e ter lutado pra ficar com a sua família.
Foram anos de batalhas, acampamentos no quintal pra dormir olhando as estrelas, dias difíceis, gargalhadas intermináveis.
Se casaram em 1999. Foi o filho quem levou a mãe, linda, até o altar. O pai entrou com a filha. O casamento foi simples, porém inesquecível. Sorte teve quem esteve presente.
Diz o ditado que o que vai volta... E este causo teve muitas voltas. Hoje é a avó quem pede pros netos lhe fazerem companhia. Isso não acontecia quando ele tinha 6 e ficava em casa sozinho com a irmãzinha de 3, porque os pais tinham que trabalhar.
Hoje, a família tem 12 membros: Pai, mãe, filho, filha, 7 cães e 1 gato. Ah, e ela vai muito bem, obrigado!
Este, particularmente, é o meu causo favorito. Pena não dar pra escrever aqui a história completa! Mas também, ela é milhões de vezes melhor contada pessoalmente pelos protagonistas... Eu não me canso de ouví-la... e sim, eu choro todas as vezes!
Declarado por Jewel @ 15:47 *

Quarta-feira, Dezembro 22, 2004

Declarado por Jewel @ 18:31 *

Segunda-feira, Dezembro 20, 2004
A primeira pessoa que ela viu quando entrou naquele bar escuro e abarrotado, foi ele. Na hora, ela sentiu os joelhos fraquejarem e o coração deve ter ido a 200 bpm em meia fração de segundo. Foi sempre assim...
Fazia uns 4 meses desde a última vez que se viram. Foi numa casa de shows de blues. Ele estava acompanhado, mas ela nem ligou. Não sentiu ciúmes e nem dor no peito; mesmo quando ele beijava e abraçava a outra. Era como se ela tivesse certeza de que era tudo fachada. Ela tentou falar com ele, mas ele fingiu que não a conhecia.
Desta vez, ele estava com amigos. Ficou a noite inteira por perto, talvez esperando que ela fosse lá falar com ele... Mas ela não foi. Da última vez, ele pediu pra ela nunca mais lhe dirigir a palavra, e ela optou por respeitá-lo. Ficaram separados por 30 cm de distância e vários amigos em comum. Talvez se ela tivesse tomado umas 2 tequilas...
Ela nunca havia sentido isso por ninguém. Nunca havia gaguejado, nem quando dava palestras para um auditório lotado. Nunca tinha sentido borboletas no estômago muito menos errado tanto com uma pessoa só.
A última vez que trocaram palavras havia sido no meio do ano. Estavam tentando começar pela terceira vez, mas um "amigo" dele, num momento de vingança, apareceu com veneno jorrando pelas presas direto nos olhos dela. "...E nem pensava em ter que esquecer você, agora vem você dizer amor, eu errei com você..." não foi suficiente pra fazê-la mudar de idéia. Apavorada, ela decidiu em 5 minutos que o esqueceria para sempre.
Meio ano se passou e ela continua a lembrar-se dele todos os dias... Mas isso, só porque ela sabe que ainda não acabou.
Declarado por Jewel @ 16:16 *

Quinta-feira, Dezembro 09, 2004
Família de iraquianos cristãos, fugiram pros EUA pra tentar uma chance de sobrevivência. Ele tinha 11 anos e era o caçula depois de 4 irmãs. Quando ele nasceu, soltaram até fogos de artifício. Logo que chegaram na Califórnia, estabeleceram-se em uma colônia de assírios. O pai largou a família pra ir pra Nova Iorque e nunca mais deu notícias. Ele aprendeu a falar o inglês, começou a frequentar uma escola. Fez amigos de todas as raças. Seu melhor amigo, um indiano, acabou virando seu cunhado e chefe uma década depois.
Ela nasceu em São Paulo. Os pais, funcionários públicos, trabalhavam muito pra pagar a casa própria. O imão tinha 3 anos de idade quando ela invadiu o reinado e tomou conta do trono. Mimada, abriu o bocão no meio do shopping quando tinha 13 anos, porque queria um par de tênis. Acabou ganhando três. Estudou em colégio particular, fez intercâmbio, faculdade e pós graduação. Começou a trabalhar no primeiro ano de faculdade, porque queria comprar bobagens e curtir baladas.
E foi assim que ela o conheceu. Trabalhava de garota sorriso numa feira de computadores. Era julho e fazia muito frio. A blusinha fina e a microsaia a faziam tremer, mas mesmo com frio e 10 bolhas nos pés por ficar horas e horas em pé, não afetavam seu sorriso.
Ele trabalhava no estande em frente. Ficara encantado com a diversidade das mulheres do Brasil. Loira, morena, mulata, japonesa. Aqui tinha de tudo! E no estande em frente principalmente! Ele vinha fazer graça pras meninas, mas nenhuma sabia falar inglês. Só ela. E boazinha que só, foi ajudar o gringo a se comunicar com as moças bonitas.
No último dia, marcaram de se encontrar em uma danceteria. Ela foi com as amigas e ele nunca apareceu.
Um mês depois, ela recebe um cartão dos States. Era dele, pedindo desculpas pelo furo. Ela leu, mas nem ligou. Ele disse que voltaria pra outra feira em alguns dias e perguntava se ela não queria trabalhar como intérprete no estande dele. Pagava U$120,00 por dia! Claro que ela aceitaria.
E foi assim que tudo começou. Ela foi buscá-lo no aeroporto, ele a levou pra almoçar. Ela o levou pra fazer compras na Praça da República e ele a levou pra jantar. E não se desgrudaram mais por uma semana inteira. Ele teve que partir e ela sabia que teria que ser assim.
Três meses depois ele voltou pra passar uma semana de férias. E três meses depois, voltou de novo. O namoro seguiu trimestral por 4 anos. Conheceram o Nordeste juntos. Ela ia pra lá de vez em quando. Assumiu os negócios dele no Brasil e trabalhou de graça, por amor. Ele mandava cartões apaixonados todos os meses e ligava pra ela pelo menos duas vezes por dia. Foi num desses telefonemas que ele a pediu em casamento. Ela nem pensou duas vezes e disse "YES!" Largou família, amigos, trabalho, vendeu o carro e foi com a cara e a coragem.
Tudo parecia "Happily ever after", um verdadeiro "dream come true". Nada poderia estragar o amor deles, a não ser por um pequeno probleminha: a mãe dele. Durante 4 anos, ela não deu muita importância porque não acreditava que o realcionamento fosse sério. Talvez porque ELE não tivesse culhão pra assumir. Talvez porque ELE achasse que um dia a mãe iria se conformar. E quando ela chegou de mala e cuia, disparou um gatilho que dava início a uma verdadeira guerra... Beeeem pior que a do golfo!
Eles tentaram um acordo de paz, mas a sogra não dava brecha. Rajadas de palavras que atingiam em cheio a auto-estima e o coração dela, eram disparadas sem piedade. Ela não tinha sangue bom. Ela não tinha classe. Ela nunca seria boa o suficiente pra carregar o nome da família dele.
Quando eles decidiram se casar, ela fez questão de deixar bem claro que cuidaria da sogra como se fosse sua mãe. E não se importava que ela morasse junto com eles. O bombardeio foi insuportável para ela e ela recolheu a guarda e partiu.
Voltou pro Brasil com uma mão na frente e outra atrás. Por um ano, ela comeu o pão que o diabo amassou. Mas o fez por escolha própria, porque achava que tinha que aprender. Morou numa pensão, andou muito a pé porque não tinha dinheiro pra pegar o busão. Comia latas de milho e atum. E miojo. Com muito trabalho, conseguiu se re-erguer e ter de volta sua vidinha.
Ele continuou sua vida lá. Nunca mais voltou pro Brasil. A última notícia que se teve foi que a ex-futura-sogra teve um derrame logo depois e ficou amarrada a uma cama. Dizem que ele se casou com a prima prometida e que se mudaram pra uma cidade vizinha... Sem a mãe, porque a esposa não aceitou deixar ela morar junto com eles de jeito nenhum.
Declarado por Jewel @ 10:32 *

Segunda-feira, Novembro 29, 2004
Desde quinta-feira, este tem sido o meu maior causo de amor! : )

*Má, a dinda te ama muito!
Declarado por Jewel @ 18:37 *
